
Foto: Galeria Nova Barão
Aos 45 do segundo tempo, fiz a minha lista com os álbuns que mais gostei e que foram lançados neste ano que está acabando. Não precisei sofrer para escolher os meus favoritos: além de indie rock, tem post-rock, pop, eletrônico, krautrock e metal. Nada muito diferente do que as pessoas esperam de mim, mas com algumas surpresas.
Allons-y!
Jeff Tweedy – Twilight Override
Ichiko Aoba – Luminescent Creatures
Nation of Language – Dance Called Memory
Stereolab – Instant Holograms on Metal Film
Deafheaven – Lonely People with Power
Cate Le Bon – Michelangelo Dying
Japanese Breakfast – For Melancholy Brunettes (& Sad Woman)
Black Country, New Road – Forever, Howlong
Sharon Van Etten & the Attachment Theory – Sharon Van Etten & the Attachment Theory
King Gizzard and the Lizard Wizard – Phantom Island
Horsegirl – Phonetics On and On
Ben Kweller – Cover the Mirrors
Eliminadorzinho – eternamente,
Water From Your Eyes – It’s a Beautiful Place
Marissa Nadler – New Radiations
Blondshell – If You Asked for a Picture
Racing Mount Pleasant – Racing Mount Pleasant
Ryan Davis & the Roadhouse Band – New Threats From the Soul
Etcétera
- O Alexandre Lopes entrevistou o Stuart Braithwaite, do Mogwai, para o Scream & Yell. Fiquei surpreso quando vi que linkaram a filmagem que fiz no show do Ibirapuera. Estão lá as duas músicas que abrem o show, na matéria.

- Quando mostrei o som da Marquise para o Fernando, o amigo brincou com o som dos portuenses: “Por acaso isso é um gajogaze?”. Os quatro amigos de longo tempo combinam as referências do guitarrista Miguel Pereira: Pixies, Fontaines D.C. e Radiohead, com a poesia abstrata nas letras da cantora Mafalda Rodrigues. O resultado é um post-punk do bom. “Ela Caiu”, primeiro disco do conjunto, está no mundo desde fevereiro.
- A Daniella Zupo escreveu esse ensaio sobre a relação simbiótica de Lô Borges com Belo Horizonte para o Estado de Minas. Ela fala da coragem do compositor, que, após ter viajado o Brasil com dois consagrados discos em turnê, escolheu viver em BH. Longe do eixo artístico e das panelinhas, essa opção de Lô transparece em sua obra ao longo do tempo. Minas Gerais foi lembrada pelo Condé Nast Traveller como um melhores destinos para visitar em 2026. A matéria destaca a inspiração artística e gastronômica que se encontra nos arredores de Belo Horizonte.
- Bom episódio do Tracklist com Joachim Trier, diretor de Valor Sentimental. Nesse canal do YouTube, personalidades e transeuntes pelas ruas de Nova York comentam a partir de uma playlist como é sua relação pessoal com as músicas que vão tocando. Aqui, algumas delas estão nos filmes do noruguês.
Uma Batalha Após a Outra
O personagem do Leonardo DiCaprio fez parte de um grupo revolucionário no passado, e hoje, vive com a filha numa cidadezinha que acolhe imigrantes ilegais. A menina é sequestrada, os segredos do pai e da mãe são postos a prova e o cinema de Paul Thomas Anderson encontra o dos Irmãos Coen.
O melhor filme de 2025, ou pelo menos um dos, desembarcou rápido no streaming da HBO. Atualmente, os Estados Unidos estão presos a um punhado de crises que remontam à fundação do país e essa história, adaptada do livro Vineland, de Thomas Pynchon, captura o presente político americano com clareza. O filme sugere que as batalhas cotidianas são inevitáveis. Delas, surgem desvios, brechas e transformações. São dessas batalhas que também aprendemos que só se sobrevive com consciência de comunidade. Escrevi mais aqui.
Foto do dia:

John Cale, Lou Reed, Patti Smith e David Byrne tocando juntos em Nova York. Era 1976 e quem registrou a jam foi o lendário Bob Gruen.
Ficamos por aqui. Que seu 2026 seja melhor que 2025. Não pegue pilha errada e fique firme. As coisas vão melhorar.

